Saiba o que observar no seu filho(a) durante o desenvolvimento

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Se você é pai ou mãe, sabe que o desenvolvimento infantil é uma das nossas maiores preocupações.

Será que meu filho(a) está demorando a falar? Ele(a) está fazendo tudo o que deveria fazer? Será que não está atrasado? São muitas as perguntas que nós, pais e mães, fazemos todos os dias.

Com base nessas perguntas, escrevemos esse super artigo com tudo o que você precisa saber sobre o desenvolvimento do seu filho(a).

Neste artigo, a Toy Shopping também dará sugestões de brinquedos que estimulam a fala, o desenvolvimento motor e cognitivo. Vamos lá?

O que é desenvolvimento infantil?

O desenvolvimento infantil é o processo de aprendizado, através do qual as crianças passam a associar e aprimorar várias capacidades nos âmbitos social, motor, cognitivo e emocional.

Ao adquirir certas capacidades, as crianças passam a demonstrar determinados comportamentos e ações, como rastejar, dar os primeiros passos, dizer as primeiras palavras, dentre outros, ações que são previsíveis a partir de certa idade.

De modo geral, o desenvolvimento infantil pode ser definido como um conjunto de aprendizados, que, paulatinamente, tornam a criança cada vez mais autônoma.

Brinquedo para desenvolvimento infantil

Quais são os 4 tipos de Desenvolvimento Infantil?

De acordo com o psicólogo suíço Jean Piaget, o desenvolvimento infantil consiste em quatro fases no que tange à cognição: sensório-motor; pré-operatório; operatório concreto e operatório formal.

Sensório-motor: dos 0 aos 02 anos:

Durante essa fase a criança, ainda bebê, desenvolve a capacidade de concentração em sensações e movimentos.

Nesse espaço de tempo, os bebês começam a tomar consciência dos movimentos que, antes, aconteciam de modo involuntário. É nesse momento que eles percebem que ao esticar os braços é possível alcançar alguns objetos.

Aqui, inicia-se o desenvolvimento da coordenação motora.

Nessa fase, os bebês só têm consciência daquilo que podem enxergar e é por isso que quando as mães saem do seu campo de visão eles choram, ainda que estas estejam muito próximas.

Pré-operatório: dos 02 aos 07 anos:

Nessa parte da infância, as crianças começam a lidar com as representações da realidade dos próprios pensamentos.

Em determinados momentos a criança não tem a percepção real dos fatos, mas a sua interpretação dos acontecimentos.

É comum notar que os pequenos, durante esse tempo começam a agir de forma egocêntrica e demonstram uma necessidade de dar vida às coisas, como brinquedos, utensílios domésticos, dentre outros.

Essa é considerada a famosa fase dos porquês e da expansão da imaginação, do faz de conta. É um momento propício para o desenvolvimento do imaginário.

Operatório concreto: dos 08 aos 12 anos.

Dos 08 aos 12 anos a criança começa a demonstrar o início do pensamento lógico concreto e as normas sociais começam a fazer algum sentido para ela.

Nessa fase, ela é capaz de entender, por exemplo, que diferentes recipientes com formas diferentes podem comportar a mesma quantidade de água.

É durante esse período que a criança começa a contemplar conhecimentos sobre regras sociais e senso de justiça;

Operatório formal: dos 12 anos em diante.

Com essa idade a criança está em uma posição onde é possível compreender situações abstratas e experiências das pessoas que a cerca.

Ainda que ela jamais tenha passado por determinada experiência ou algo próximo disso, a criança desenvolve a capacidade de tirar lições, aprendizados da vida de outrem, ou seja de situações abstratas.

As crianças entre os 10 aos 14 anos, pré-adolescentes, já são capazes de criar situações hipotéticas, teorias, bem como possibilidades de começar a se tornar um indivíduo autônomo.

Brinquedo para desenvolvimento infantil

 Qual é a importância do desenvolvimento infantil?

O desenvolvimento infantil diz respeito ao desenvolvimento físico, social e afetivo das crianças, principalmente, das crianças de pouca idade. Nelas essa fase do desenvolvimento humano tem impacto direto na pessoa adulta que irão se tornar.

Daí surge a necessidade de investir nelas já desde a tenra infância para que gozem de bem-estar e se tornem adultos segundo os valores e ideais sonhados por seus pais e familiares e desfrutem de um futuro de sucesso.

As pesquisas em neurologia apontam, por exemplo, a primeira infância como um período fundamental no desenvolvimento cerebral.

Os pequenos iniciam muito cedo seu aprendizado sobre o mundo que os cerca, desde o período em que estão no ventre de suas mães, elas já começam a acumular conhecimento acerca do contexto em que estão inseridas.

As experiências, aprendizados e vínculos criados nessa fase da vida afetam, profundamente, seu posterior desenvolvimento social, emocional, físico e cognitivo.

Otimizar os primeiros anos da vida das crianças é um dos melhores investimentos que os pais podem fazer como responsáveis para assegurar um futuro promissor.

Por isso, o desenvolvimento infantil é tão importante, pois ele constitui a base daquilo que cada ser humano se tornará ao longo da sua vida.

Quais são os marcos do desenvolvimento infantil?

Os marcos do desenvolvimento infantil estão voltados para determinadas capacidades e comportamentos que se espera das crianças em cada faixa etária.

Cabe ressaltar que os marcos podem acontecer em momentos diferentes para cada criança, ou seja, é algo individual. Isso significa que eles podem acontecer mais cedo ou mais tarde para cada uma.

No entanto, uma variação de tempo muito grande pode ser sinal de algum distúrbio no desenvolvimento.

De 0 a 06 meses:

Após o nascimento as crianças dormem a maior parte do tempo, possuem o hábito de sugar os lábios e choram ao sinal de qualquer desconforto.

02 meses: movem a cabeça, os olhares são capazes de acompanhar objetos em movimento. Nesse período, eles também reagem a sons e podem focar no rosto de outras pessoas com o olhar, sorriem durante as interações sociais e ficam deitados de bruços.

04 meses: entre o terceiro e quarto mês os bebês já são capazes de abrir e fechar as mãos, manter a cabeça firme ao sentarem e a elevá-la quando estão deitados de bruços, buscam alcançar objetos que estão suspensos e começam a balbuciar sons.

06 meses: entre o quinto e o sexto mês eles já são capazes de rolar o corpo quando deitados, sentam com apoio, emitem sons que se assemelham a gritos para exprimir alegria e também são capazes de reconhecer pessoas.

Dos 07 meses a 1 ano:

07 meses: a partir do sétimo mês já são capazes de sentar sem apoio, segurarem objetos como a própria mamadeira, passam objetos de uma mão para a outra com maior facilidade, identificam e reconhecem que possuem um nome e sustentam parte do peso corporal quando de pé.

09 meses: entre o oitavo e nono mês é comum começarem a reagir quando os brinquedos forem tirados deles, conseguem ficar de pé através de apoio, sentam a partir da posição de bruços, engatinham e é nessa fase que soltam as primeiras falas como papai e mamãe ainda que de forma incompleta.

12 meses: do décimo mês em diante as crianças começam a andar com apoio e dar os seus primeiros passos sozinhos, aprendem a bater palmas e falar algumas palavras que são ensinadas. Nesse período, também são capazes de ingerir líquidos através de copos ou outros objetos.

Do primeiro aos 03 anos:

01 ano: no primeiro ano, a criança anda com mais segurança e firmeza a cada passo, são capazes de subir escadas se utilizando de apoios, por isso é necessário redobrar os cuidados, pois ainda não possuem dimensão dos seus atos.

Nesse período, comer certos alimentos sozinhos já é possível. É estabelecido uma comunicação através de um vocabulário baseado em poucas palavras e rabiscam linhas verticais.

02 anos: aqui, as crianças com um desenvolvimento sem qualquer tipo de distúrbio são capazes de correr, subir em móveis pela casa, manusear livros ou revistas e conseguem virar as páginas, formar cada vez mais frases, ainda que pequenas, abrir portas e se aventurar por escadas sem necessitar de apoios.

A partir dessa fase, também podem começar a indicar a necessidade de ir ao banheiro.

Dos 04 aos 06 anos:

04 anos: nesse momento a criança pode lavar as próprias mãos, pular, inclusive de um pé só, bem como atirar objetos. Já conseguem carregar pequenos objetos e fazer pequenos favores aos pais, como pegar o controle da tv.

05 anos: conseguem agarrar objetos arremessados por outras pessoas, desenham, pulam, são capazes de se vestir e despir sem a ajuda de outra pessoa, conhecem um número maior de cores, letras e números. É também a partir dessa idade que a coordenação motora fina se desenvolve com maior particularidade.

06 anos: a partir dessa idade já são capazes de escrever o próprio nome, caminhar em linha reta, falar utilizando tempos verbais, plurais e pronomes com maior assertividade.

Durante esse período é normal a criança apresentar a capacidade de memorizar histórias, aprender a compartilhar e saber mais sobre questões mais complexas, por assim dizer.

É a famosa “fase dos porquês”, que coloca tantos adultos para pensarem, nessa fase, dos 04 aos 06 anos, é normal que a criança invente histórias que só existem para elas. 

Como acompanhar o desenvolvimento infantil na escola?

As crianças, de modo geral, apresentam 04 áreas de desenvolvimento infantil na escola e que necessitam ser acompanhadas de perto, a saber: físico, cognitivo, social e emocional (afetivo).

Para identificar que a criança tem um desenvolvimento saudável é fundamental que essas 04 áreas ocorram na mesma proporção.

O que pode ocorrer, nos casos em que há algum problema relacionado ao desenvolvimento, é que a criança esteja mais propensa a interagir em determinadas atividades e outras não.

Por exemplo, ela pode gostar mais de livros, jogos de raciocínio, quebra cabeças, mas não gostar de brincadeiras que envolvam outras crianças, não gostar de tomar banho ou dos momentos determinados para a higiene pessoal. Isso pode ser um indício de que uma área cognitiva é mais desenvolvida do que outra.

E isso deve ser acompanhado mais de perto e com maior atenção assim que for identificado. Confira a seguir um pouco mais sobre o assunto:

Físico:

Nesse modo de desenvolvimento é possível identificar habilidades físicas e motoras da criança, tais como: engatinhar, caminhar, desenhar, recortar e pular.

Na escola é possível que os professores e funcionários prestem atenção em como a criança se desloca, como segura os seus materiais, como escreve, pinta, desenha, dentre outros. Outro ponto a ser observado é se o aluno se envolve com outras crianças em brincadeiras ou apenas fica de canto o tempo todo.

Cognitivo:

Na área cognitiva identifica-se a capacidade do cérebro de reagir e entender estímulos em seu dia a dia. Ela está associada ao raciocínio lógico, memória e linguagem.

Por isso, estimule a criança constantemente nesses aspectos tanto em casa quanto na escola para que possa ter o desenvolvimento esperado para a respectiva idade.

Nesse sentido, caso os professores identifiquem uma dificuldade da criança em concatenar idéias e expressá-las como é próprio da sua idade, a família deve ser informada.

Seja em casa ou na escola, os responsáveis pela criança devem estimulá-la para que o seu desenvolvimento cognitivo seja fluido.

Algo que pode ser usado são perguntas sobre o dia em casa, as aulas, os colegas de classe, aquilo que ela deseja fazer em seu tempo livre e assim por diante.

O que não pode ocorrer é a redução de palavras trocadas entre adultos e crianças a fim de que os gestos falem mais alto. Isso tende a se tornar um problema, sobretudo quando apenas os gestos são utilizados para aprovar tudo o que a criança deseja.

Social

Essa área do desenvolvimento está relacionada à capacidade de se relacionar com outros seres humanos. Dele fazem parte o aprendizado das regras sociais, costumes de uma família, de uma determinada religião, ou seja, da cultura vigente que a cerca.

A escola, nesse sentido, apresenta-se como grande facilitadora desse processo, uma vez que possui o ambiente ideal para criar e facilitar interações entre crianças e também adultos.

É nela que muitas brincadeiras são ensinadas para que haja respeito, empatia e diálogo.

No ambiente escolar os educadores têm a chance de observar algo que pode escapar, num primeiro momento, aos pais, a saber: o isolamento e as dificuldades de interagir com os outros.

É na escola que, geralmente, as crianças têm uma maior exposição social, nesse ambiente estão também a oportunidade de observar como anda o desenvolvimento social do seu filho.

Afetivo:

As características afetivas já estão presentes na criança desde os seus primeiros contatos com os pais ou até mesmo antes de vir ao mundo. Por esse motivo, é de suma importância que os familiares demonstrem todo seu amor e carinho para com ela e isso vale também para outros adultos do convívio dela.

Além das demonstrações de afeto, cada criança necessita de paciência, cuidado e atenção uma vez inserida em um ambiente social.

Cabe ressaltar, ainda, que o lado afetivo é intrínseco à inteligência emocional. Por isso, é também papel da escola fazer contribuições para que a criança desenvolva esse aspecto tão importante.

O que observar em uma criança?

Os professores e gestores das escolas onde as crianças estão inseridas devem observar o desenvolvimento das crianças, bem como orientar os pais como agir em determinadas situações.

Um educador pode orientar como os pais podem realizar atividades em família para que o desenvolvimento infantil flua com maior facilidade. Outro ponto em que os educadores podem ajudar os pais é em como manter um ambiente tranquilo e harmonioso que possa favorecer o aprendizado.

Outros aspectos em que os pais e familiares devem estar atentos são: hereditariedade, alimentação, condições físicas e estímulos.

Cabe aos pais e familiares observarem a criança, fornecer uma alimentação saudável, estimulá-la para que o seu desenvolvimento seja completo e procurar ajuda de profissionais quando necessário.

Desse modo, é fundamental que os familiares estejam presentes na vida da criança e mantenham uma rotina que favoreça essa participação. Fornecer cuidados médicos, psicológicos e todo um ambiente que favoreça o desenvolvimento infantil é papel, sobretudo, dos familiares.

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